quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Doce que te quero doce

Doces bárbaros


Inácio não dormiu bem na noite anterior
Esperou aquele momento uma semana
Contou nos pequenos dedos quantos dias ainda faltavam
E o grande dia havia chegado

A casa era um sem fim de balões coloridos
Mães e tias corriam de um lado pro outro
Bandejas de refrigerante, salgadinhos, canapés
Tudo ali cheirava a festa

Agitadas, as crianças se espalharam pela casa
Gargalhadas sonoras preenchiam o ar

A mesa do bolo toda enfeitada era puro deleite
Cajuzinhos na beirada da mesa protegendo as outras delícias
Fileiras de beijinhos estavam imponentes com suas coroas de cravo-da-índia
O centro da mesa era preenchido pelos amados brigadeiros
Os moranguinhos, suaves como bailarinas, bailavam em suas saias de tutu rosa
Pequenas jujubas cercavam o bolo de chocolate, soberano na mesa

Era hora do parabéns
Pais, primos, amigos cantando felizes
Flashes das máquinas pipocavam como foguetes
A vela foi soprada

Sem cerimônia as crianças avançaram na mesa
Os olhos brilhavam diante de tantas possibilidades coloridas de açúcar
Independente de sua origem bélica, real ou artística, os docinhos
foram atacados sem distinção
Em poucos minutos tudo se transformou em em forminhas vazias

Uma jujuba caída no chão observava o ataque bárbaro bastante assustada.

6 comentários:

CARLA STOPA disse...

Que delícia...Adorei.

Pedro Paulo disse...

Hahahaha. Júlia, você me fez lembrar nossas festinhas de infância... muito bom! :)

Fred Caju disse...

"Cajuzinhos na beirada da mesa protegendo as outras delícias"... É, proteção é inerente aos cajus... Festa de criança pode ser uma guerra!

Júlia Zuza disse...

Carla e Pedro, a festa já começou e vocês podem se deliciar com todos os docinhos, os de agora e os da infância.

Caju, você ocupa um papel importante na mesa, hein? Pena que não resistiu ao exército infantil. rs

Daniele S.F disse...

Oi Júlia, gostaria de entrar em contato com você.
Qual seu e-mail?

Fernand's disse...

kkkkkkkkkkkkkkkk
eu sempre penso nisso... desde criança: o que será que aquela batatinha está pensando agora que eu acabei de garfar a amiga dela? a ervilha que foi para a minha boca gritava 'lá vou eu'...

e assim por diante!

coisas de gente doida. hahahaha



bjs meus, jú!