Sabe um texto, desenho, piada, roupa ou alguma outra coisa sua que sempre faz sucesso com gregos e até com troianos? Eu tenho uma poesia assim. Pela terceira vez ela foi premiada em um concurso e agora, toda metida, foi selecionada e publicada na antologia do Flipoços, o concurso literário de Poços de Caldas.
Resolvi colocá-la novamente aqui no blog porque ela anda merecendo.
Que rufem os tambores! A 'Libertas' vem aí!
Libertas
Minha Minas está enrolada num cigarro de palha
Impregnada nas calçadas de pedras
Nas badaladas dos sinos
Esculpida em pedra sabão
Minha Minas preparada em forno de lenha
E rezada em tantas novenas
Em tantas contas de lágrimas
Minha Minas corre pelos trilhos
Se despede com um 'vai com Deus'
Seu coração bate dentro das serras
Sua alma sempre banhada nas águas dos rios
Minha Minas ri de lado desconfiada
E bate o tambor para Nossa Senhora do Rosário
Minha Minas servida com café e broa de fubá
Minha Minas tocada nas cordas da viola
Contada em tantos causos
Escrita em tantos versos
Minha Minas feita de Josés, Albertos, Miltons
Cleonices, Henriquetas e Franciscas
Homens que veem pela janela um sol nascer laranja
saindo de dentro das montanhas
As Minas são muitas
e todas dormem
numa colcha de retalhos
sonhando com o mar...
7 comentários:
Parabéns pela sua poesia campeã!
Senti saudade de Minas que é logo ali. (sorrio)
*Entre o sonho e a realidade eu prefiro a realidade que me permita sonhar. http://jefhcardoso.blogspot.com
oi, júlia!
vim te encontrar por aqui. e já que somos vizinhos de antologia, melhor sermos vizinhos de blogue também.
gostei muito do teu poema!
beijo e até breve!
Muito bacana, mereceu todos os prêmios que levou. Adorei a sua descrição das nossas Minas.
Jefh, obrigada pelo elogio e fico feliz em ter conseguido matar um pouco suas saudades daqui.
Theo, bem-vindo ao blog, sempre bom ter visitas de poetas bons como você.
Maria Paula,obrigada pelos elogios.Já te conhecia nos textos do Tertúlia e agora conheci o Literal-mente. Bem-vinda ao Verso ao Avesso, onde cada letra tem vida própria.
Vim matar as saudades de você e acabei matando a saudade da nossa Minas! Linda, de arrepiar e de ganhar todos os prêmios possíveis. Beijao queridona
Nó, sô! doidimais... Gradei mess.
Eita trem bao q é ser mineiro!
beijo e queijo.
Marcinha, jeito bom que a gente encontrou de matar saudades uma da outra, né? O povo sai de Minas mas Minas não sai do povo!
Tom Potosí, sabia que você ia curtir essa. Eu já tinha comentado com você sobre uma poesia minha de Minas que era a sua cara. Acertei na mosca!
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