sexta-feira, 18 de junho de 2010

A gradação da morte

Hoje o Saramago morreu. Ouvi de relance a notícia e fiquei pensando se era aquilo mesmo. Aí vi na inernet e a ficha caiu. Sabe quando você tem a plena sensação que certas pessoas não irão morrer? Sei lá, pessoas que parecem ser menos humanas e mais geniais que outras (e são mesmo). A primeira vez que ouvi sobre isso foi meu pai se referindo à morte do Sinatra. Meu pai ficou meio abobado no dia em que o `blue eyes` foi cantar em outras bandas. Ainda não morreram personalidades que eu sou fã, como o Mia Couto ou Almodóvar. Outros que admiro já morreram há muito tempo ou quando eu era mais nova. E então o Saramago morre. E deixa em mim o pensamento que todo mundo pode morrer um dia. Mas uns morrem menos e outros mais.

Vão ficar os livros, os documentários, as fotografias, os leitores e fãs. Eu sorrio e penso cá comigo, tal qual criança: ele morreu, mas só um pouquinho...

Saramago querido.

2 comentários:

Pedro Paulo disse...

Pois é Júlia. Aquele dia também foi muito triste pra mim. Como disse o Fernando Meirelles, "o mundo ficou mais burro a partir do 18 de junho". E você tem razão, ele morreu só um pouquinho. :)

Júlia Zuza disse...

Pedro! Que bom tê-lo aqui novamente!
Andou sumido das linhas, rapaz. Feliz em te reler e triste em função do Saramago. Parece que não iria morrer nunca...
Grande abraço, meu caro!